Oscilação

16.3.14

Um ano foi o tempo que os separou...
...até agora.

Tempo suficiente para acalentar toda dor, ressentimento de ambas as partes, e transformar esse fractal de sentimentos em pura e simples indiferença. Em nada além do próprio nada.
Um ano foi o tempo necessário e, até então, suficiente, para curar as feridas que as pessoas tendem a fazer umas nas outras, mesmo sem querer - e aliás, ela acreditava que nenhuma ferida tinha sido intencional no caso deles. Foram aquelas feridas típicas de incompatibilidade de gênio, que fazem duas pessoas ficarem juntas se magoando mutuamente, até que elas percebem que é irracional continuar tentando.
Um ano...
E agora ele voltava e fazia tudo o que tinha desaparecido vir à tona.
Isso não significava que ela queira tentar de novo, muito menos que acreditasse que poderia haver uma segunda chance. Não, isso nunca. Acabou, não é? É.
Porém, o que ele trouxe de volta foi uma carga muito grande de sentimentos que oscilavam como um pêndulo entre a raiva e a saudade toda vez que ela o via...
"Às vezes eu não queria te ver nunca mais na minha vida.
E outrora eu te procuro, inconscientemente, por entre rostos na multidão.
Como isso é possível?
Por quê?"
Essa oscilação a fazia repensar todas as coisas que aconteceram e, por fim, a deixava triste, com uma vontade muito grande de desaparecer e só ficar, talvez, entre poucos... Entre os mais próximos. Para que assim conseguisse que esse pêndulo parasse de uma vez, e caísse na escuridão preenchida pelo vácuo denominado indiferença: lugar de onde ele jamais deveria ter saído.
Comentários
7 Comentários

7 comentários:

Anônimo disse... Responder

Fractal de sentimentos?
Que os sentimentos dos fractais que percorrem os nervos dessa tal pessoa fiquem felizes e façam uma coisa bem divertida :D
Por exemplo, um coral!

Penny disse... Responder

AUHAUHAHHAHUAHUAHUHAUHA grande anônimo, sei até quem é ;)

Gabriela Cerutti Zimmermann disse... Responder

Saudades desses seus textos lindos! Belo e profundo, como sempre. Adorei.

Abraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

Pâm Possani disse... Responder

Que lindo Maiti!
Sempre procurar e não encontrar, sempre não querer e um bem querer sem querer... Acho que eu tambem vivo em constante oscilação como eles...ebaa \o/
Um beijo!
Pâm - www.interruptedreamer.com

Lari Fonseca disse... Responder

O texto ficou incrível, claro... Na verdade, acho que até me identifiquei com alguns dos sentimentos da protagonista: essa saudade de um passado e essa vontade de uma indiferença. Mas no fim, não dá pra ser muito indiferente, né? Há lembranças que nos perseguem por uma vida toda...

Beijos ♥ Jeito Único

Natália Pacheco disse... Responder

Esse turbilhão de sentimentos (dos quais podem vir para atormentar ou, quem sabe, para melhorar) de uma hora para outra podem aparecer na vida de qualquer um. E, quando for embora, pode voltar... aí não importa mais se o processo for rápido ou se for acontecer lentamente. Adorei as palavras e me identifiquei, por mais que remotamente, em vários trechos. Beijos, Light As The Breeze

Pâm Possani disse... Responder

PS: LEIA Como eu era antes de você!!!

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