O Tempo

1.10.11

Terceiro post da seção "Importando Posts"

O tempo sempre passa, nunca retorna e nunca morrerá. Em meio a essa ideia, sua concepção basicamente é a de que algo infinito e mutável, constituído por três partes as quais a humanidade classificou como passado, presente e futuro.

Situações que ocorreram há séculos atrás, o que aconteceu ontem e o segundo anterior, por exemplo, fazem parte do passado. Ele é irrecuperável e pode ser transcrito, mas não refeito. Algumas pessoas podem tentar editá-lo de modo que lhes favoreça no presente, mas o fato é que a parte mutável são só as palavras. O que ocorreu permanecerá paralisado no tempo que passou, o qual não temos mais.

O presente é o agora, o já. Muitos dizem que é chamado de "presente" porque o momento em que vivemos hoje é único. É um presente poder viver e contemplar esse momento único que não poderá ser recuperado posteriormente, pois o tempo passa, e o presente logo se tornará passado. Daí a importância de aproveitar o hoje, "cantar o dia", como defendia os princípios do Carpe Diem.

Alguns são da opinião de que o presente não é influenciado pelo passado, muito menos pelo futuro Pelo futuro pode ser que não. Mas não podemos começar uma nova história a cada dia, o que quer dizer que, metaforicamente, o que plantamos hoje é o que vamos colher amanhã. Os frutos não se formam do vazio. Eles tiveram todo um período de tempo para se formar, o que novamente nos remete ao presente, passado e futuro.

O futuro é reflexo do presente de hoje. Há quem diga que "o futuro a Deus pertence", mas, na verdade, o futuro pertence a nós, pois é consequência de nossas atitudes e não da vontade de Deus. O que pertence a Ele é a decisão de nos manter vivos para viver o nosso futuro, construído por nós mesmos.

Presente, passado e fuuro são três vertentes que se completam e mudar com o tempo, obrigando-nos a nos adaptarmos às mudanças. Devemos acompanhar o percurso do tempo, que passa sem pedir liçença, levando nossa vida e nossa história com ele. Não devemos nos prender a um passado que não volta, mas sim viver e tornar o futuro o mais agradável possível, quando esse se tornar presente. Assim escrevemos nossa história, com um começo, um meio e um fim, que ficará no tempo quando fomos embora, e poderá ser recontada por alguém, no futuro.

O nosso tempo de vida é um insignificante fragmento do tempo como um todo, que é infinito. Por isso, ainda que tenhamos algum tempo, ele é pouco. Como o Legião Urbana disse em sua canção, não temos tempo a perder.
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