Rock in Rio (Parte 1)

28.9.11

E eis que chegou Setembro e veio o Rock in Rio 2011 no Brasil!

Muitas pessoas esperaram ansiosamente que chegasse essa data. Houve preocupações quanto o prazo de construção da Cidade do Rock, incertezas em relação aos artistas que ora confirmavam presença, ora descobríamos que eram boatos, ora desmarcavam o show...
Enfim, chegou o momento tão esperado pelo Brasil inteiro, e por pessoas de outros países que vieram para cá somente para conferir o que ia rolar no Rock in Rio, edição de 2011.

Eu assisti os shows que aconteceram até agora, via internet porque não tenho fundos para ir ao Rock in Rio, e como uma legítima rocker (e uma pessoa crítica, antes de tudo), precisava fazer meus comentários a respeito do Rock in Rio. Por isso, já vou avisando que quem gostar de artistas pops, emos e afins, vai se insultar com este post.

1º DIA: O show de abertura foi feito com uma parceria entre os Paralamas do Sucesso e o Titãs. Eu achei muito adequado começar com uma banda nacional e essa parceria não poderia ter ficado melhor, visto que são duas bandas veteranas no ramo e que fizeram parte da história do rock nacional.
A participação especial do Milton Nascimento achei que foi interessante, mesmo não sendo rock'n'roll. Mas quando veio Maria Gadú, aí ferraram. Primeiro porque não é rock. Segundo porque, na minha mais humilde opinião, ela tem uma voz insuportável. E por que raios ela foi se meter lá?
Mas Maria Gadú nem chegou perto do que estava por vir.
Claudia Leitte. O que eles pensaram que estariam fazendo ao colocar uma cantora de AXÉ, (veja bem, AXÉ!), no meio de um evento de rock? O que os organizadores tinham na cabeça? Um monte de cocô? Ou foi isso, ou é aquele esquema de "puxa-saquismo" entre ela e a Globo. Não vejo outra explicação.
Confesso que não assisti à abertura inteira, e nem sequer vi um pedaço do show da Claudia. Tinha coisas mais interessantes para fazer.
Depois dela, veio a Katy Perry. Eu assisti uma boa parte do show, mas não porque eu estava gostando. Eu estava esperando o Elton John, então deixei o show dela rolando, mas, CLARO, no mudo, ouvindo minha playlist no Winamp. Eu não sou o tipo de pessoa que mete o pau em tudo por puro preconceito, e vou dizer que, apesar de não gostar das músicas da Katy, eu achei incrível a interação dela com o público. Ela é o tipo de cantora que mostra claramente que adora o que faz e deixa de lado o "poder" da fama para se aproximar mais dos fãs. Lindo isso e nota 10 para ela nessa parte, porque na música... E mesmo assim, pop não deveria estar no RIR.
Finalmente chegou o Elton John (momento esperado por mim)! Eu adorei o show dele, achei a escolha do repertório ótima, me emocionei ao ouvir Tiny Dancer, entre outras. Fiquei feliz ao ver o 2Cellos tocando com ele. Enfim, gostei de verdade. O que foi ruim foi colocar o Elton entre a Katy e a Rihanna. Claro que o povo estava aguardando ansiosamente a Rihanna, e por isso não curtiu muito o show do Elton John, o que foi uma pena, pois ele é um ícone da música contemporânea.
O show da Rihanna... nada tenho a declarar, pois não vi nenhum pedaço sequer e não tenho curiosidade.



Melhor Apresentação da Noite: Elton John.

2º DIA: O segundo dia começou com os emos do NX Credo Zero. Eu falo emos mesmo, sem dó nenhuma, porque para mim, banda que aceita tocar músicas modinha para vender mais não tem o verdadeiro amor pela música, só pela grana. E com isso eu não concordo. Não assisti nada do show deles.
O Stone Sour chegou detonando já na primeira música e o repertório foi excelente. Para mim, não poderia faltar Say You'll Haunt Me e Through Glass e eles tocaram as duas, portanto fiquei feliz. A interação do Corey Taylor com uma galera que, provavelmente, não conhecia a banda, foi impagável, e fez com que todo mundo participasse do show com entusiasmo.
O Capital Inicial tocou suas clássicas e fez alguns covers. Achei muito bom o Should I Stay Or Should I Go. De modo geral, gostei do Capital, mesmo sem curtir muito a banda em si. O Dinho interagiu muito também com a galera, distribuindo até água para quem estava na grade. O problema é que ele não tem muito vocabulário, falando "cara", "velho" e "caralho" o tempo todo. Como "palestrante", ele é melhor cantando.
Logo depois veio o Snow Patrol. Eles começaram bem, com músicas mais agitadas, e que entusiasmaram o pessoal, mas só no começo. As músicas da banda são mais lentas e eles rechearam o meio da apresentação com baladas, o que fez com que todo mundo caísse de sono (inclusive eu). Os fãs começaram a perder a paciência, gritando pelo Red Hot Chilli Peppers no meio do show do Snow. Mesmo assim, eles finalizaram, deixando a mais conhecida Open Your Eyes para o final.
A banda mais aguardada da noite entra em cena com um pouco de atraso, mas não deixa de ser ovacionada pelo público. O Red Hot Chilli Peppers escolheu um repertório bem equilibrado, com músicas clássicas e algumas do novo álbum. A performance da banda foi boa, com destaque para o carismático Flea. Ele era quem mais interagia com a platéia, enquanto o Anthony Kields só soltava alguns obrigados em português. A minha impressão foi que o Red Hot estava muito convencido por ser a banda mais esperada da noite, por isso não senti entusiasmo por parte deles. Parecia que eles estavam fazendo um show qualquer.
Destaque para o visual do Anthony Kields: O que era aquele bigodinho? Falando sério, no momento que eu o vi no palco, na hora me remeteu ao Mario Bros... O.o



Melhor Apresentação da Noite: Stone Sour

3° DIA: O dia mais esperado por mim e por todos os metaleiros. A cidade do rock ficou preta no domingo, composta por um público com o visual mais ousado dos shows até então. Arrisco dizer que até o fim do Rock in Rio.
Nesse dia, eu acompanhei o evento o dia todo, desde quando começaram os shows no palco Sunset, até à noite, no palco Mundo. Vi a banda Korkus, o Matanza, algumas outras mais desconhecidas que realmente não me lembro, e o Angra.
O Angra teve a participação especial da Tarja Turunem, o que não poderia ter sido mais adequado. A união, que não acontece pela primeira vez, foi fantástica, com Tarja cantando Wuthering Weighs sozinha e depois cantando com o Edu a clássica do Nightwish, Phantom of the Opera (momento em que me emocionei ehuheuheuhe). O show deles foi ótimo. O que não gostei foi as desafinadas violentas do Edu Falaschi em todas as notas agudas. Não sei o que aconteceu com ele.
O show do Sepultura começou com grande atraso no palco Sunset, mas a banda entrou mesmo correndo o risco de ter problemas técnicos. Isso mostra a consideração para com os fãs. Eles fizeram uma apresentação excelente com a banda francesa Tambours Du Bronx.
Pouco antes de terminar o Sepultura, a banda Gloria entrou no palco Mundo, abrindo o dia do metal. Claro que o público não gostou de ver o Gloria lá em cima, ocupando um lugar que poderia, ou melhor, deveria ser cedido ao Sepultura ou até ao Angra. O resultado foram vaias o tempo todo durante a apresentação do Gloria, somando à ataques de copinhos plásticos de água mineral no palco.
Depois do Gloria, a coisa começou a esquentar com Coheed and Cambria, uma banda até então desconhecida por muitos, mas que agradou a todos com sua apresentação.
Às 21h40 em ponto entra em cena o Motörhead, fazendo a platéia vibrar ao som da banda mais veterana de todas as que se apresentariam na noite. Mesmo que a voz de Lemmy estava sendo um pouco abafada pelos instrumentos, isso não impediu a execução de um bom show.
O palco ficou completamente composto por luzes vermelhas às 23h10, quando começou o show dos mascarados do Slipknot. A interação de Corey Taylor novamente, as músicas pesadas da banda e os efeitos pirotécnicos fizeram o público ir ao delírio. Destaque para a música Spit it Out, quando Corey pediu para todos se abaixarem em levantarem quando ele desse o sinal. Foi um show extremamente animado e cheio de efeitos. Tenho certeza que cada metaleiro daquele dia bateu cabeça com o show do Slipknot.
Com meia hora de atraso, o Metallica chegou detonando tudo desde a primeira música, mostrando que valia a pena ficar acordado até altas horas da madrugada. Eu, por exemplo, tinha que levantar às 5:30 da manhã segunda-feira e fui dormir na hora que o show acabou: às 3:30. Claro que eu estava um zumbi na faculdade, mas valeu muito a pena.
O repertório foi balanceado, com hits do Death Magnetic, e vários clássicos da banda. Alguns momentos que merecem destaque foram nas música Nothing Else Matters, Master of Puppets e a Seek and Destroy, que finalizou o show com chave de ouro.



Melhor Apresentação da Noite: Muuito difícil decidir, mas fico com o Slipknot.

A parte 2 virá depois da segunda etapa do Rock in Rio. Fiquem ligados no Portal do Rock, onde você poderá assistir aos shows ao vivo.

Beijo,
Penny Lane.
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